sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Odeio metade de mim




















Odeio metade de mim
marcos leonidio

Odeio metade de mim
A metade que não reage
A metade que não mais se indigna
A metade que não assume uma postura revolucionária
A metade que se acomodou no tempo
A metade que não perde a linha
A metade que impede que a outra metade se imponha
A metade que se conforma com uma derrota
e se abate facilmente.
Odeio metade de mim
A metade que negligencia possibilidades que se apresentam
A metade que se conforma com a falta de afeto
A metade que não dá amor e atenção às pessoas que padecem
A metade bastarda que se envolve em ilusões recorrentes
A metade que esta imersa em ponderações que impedem reviravoltas
Odeio metade de mim
A metade que está pouco a pouco jogando a toalha
A metade que tem medo do desconhecido
A metade que dita um ritmo não condizente com a necessidade
A metade que evidencia a mesmice tradicional
A metade que não incorpora ações proeminentes ou de vanguarda

A outra metade eu amo
sem razão, nem porquê
apenas pelo instinto passional!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os horrores da guerra do Afeganistão

MAIS UMA REVELAÇÃO INCONVENIENTE DA ERA BUSH

Os horrores das guerras capitaneadas e fomentadas pelo exército americano, no caso a do Afeganistão, continuam revelando seu lado mais sombrio, um soldado americano chamado Morlock, admitiu que
matava por "esporte", civis que não apresentavam qualquer risco

à segurança norte-americana.

A pergunta que fica pairando sobre nossa cabeça, é: O que mais terá
acontecido nesses anos todos de bárbarie? O que ainda será revelado?
Imaginem o que deve ter acontecido e jamais será revelado?
Diferentemente dos outros seres vivos, a civilização humana é a
principal ameaça para sua própria subsistência. (ML)

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Afeganistão

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28 Setembro 2010

Soldado americano admite que matou afegãos por matar

Vídeo da CNN mostra interrogatório de um dos soldados que matavam "por esporte"
http://www.youtube.com/watch?v=QgZiQESK7qw
 
Em interrogatório militar, um soldado americano descreve como participou do assassinato de civis afegãos sem que as vítimas oferecessem nenhum tipo de ameaça.
Reportagem de 19 de setembro do jornal "Washington Post" revelou relatório do Exército americano sobre um batalhão que matava "por esporte". Eram "soldados que tinham apreço por haxixe e álcool", escreveu o diário.
A rede americana de televisão CNN divulgou imagens do interrogatório militar de 1 dos 5 soldados, chamado Jeremy Morlock, acusado de matar três civis afegãos, além de desmembrar cadáveres e fotografá-los.
Os assassinatos ocorreram entre janeiro e maio na Província de Candahar.
Sete outros soldados são acusados de cooperação.
No vídeo, um investigador militar faz uma série de questionamentos. Morlock responde perguntas sobre se os afegãos estavam armados ou apresentaram comportamento agressivo. "Eles não eram uma ameaça", disse.
O acusado ressalta que os civis não ofereceram resistência. Ele conta que, no começo do ano, sob comando do sargento Calvin R. Gibbs, ajudou os companheiros a tirar um afegão de sua casa para que fosse morto.
A estratégia dos advogados que defendem Morlock é dizer que seu cliente apresentava danos cerebrais por ataques decorrentes do conflito no Afeganistão.
Outro ponto que será explorado tem como alvo o sargento Gibbs, também sob investigação. Os advogados tentarão demonstrar que Morlock agiu sob influência e por temor dele.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quebra-nozes


 
 
 
Quebra-Nozes
    Marcos Leonidio
Todos os sonhos são compilados
para que nada dê errado.
Idealizamos aspectos positivos
e negativos, sem que tenhamos certeza de nada.
Praticamos a alegria, preocupados com as tristezas que virão.
Buscamos tecnologia e conforto, destruindo a natureza (das coisas)!
Enfim, sacramentamos idealizações
Sem que façamos a lição de casa.
Depois procuramos explicações atabalhoadas
para nossas angústias e decepções.
Somos primitivos, quando acreditamos que somos maiorais.
Narcisistas, cremos em nós, desprezando tudo em volta.
E numa revolta oceânica, que quebra conceitos conservadores e morais,
nos perdemos quase que definitivamente, sem sono e sem paz!

sábado, 17 de abril de 2010

Visita inconveniente


VISITA INCONVENIENTE

Se um dia a morte vier me visitar, me sorrir fora de hora!
Eu vou retaliá-la de imediato. Farei cara feia, cerrarei o semblante e lhe direi:
- Sai fora! - sua intrometida, mal-amada, mal-cheirosa, inoportuna, esquisita...

- Tenho coisas a realizar, vá procurar sua turma ou outra alma menos interessante.
- Não me curvarei pra você, pelo menos, por enquanto!
- Além do mais, não lhe chamei nem em momentos de desespero, por fim,
não acredito nas benesses pós-vida.

- Vá embora, não olhe pra trás e volte inoportunamente, quando meu corpo
convalescer por completo.

- Não me apareça antes da hora, senão vou lhe rogar um praga imortal e
nunca mais você vai matar ninguém.

- Não mexe comigo, que eu não mexo com você, e estamos conversados! (ML)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ao amigo Tuca


Ao amigo Tuca

Há poucos dias você aniversariou!
Gostaria de poder ter ligado, para felicitá-lo, desejando-lhe: saúde, paz, harmonia, sorte e muita outras alegrias. Ligaria também para reafirmar o desejo de reencontrá-lo pessoalmente, para conversarmos, tomarmos uma cerva, jogarmos conversa fora, rirmos um pouco da vida, de nós mesmos e das nossas aventuras do passado.

Mas... (silêncio)

A vida não possibilitou-nos essa grande alegria. Prematuramente, você foi vitimado pela barbárie humana, deixando-nos órfãos de sua alegria, sua irreverência, sua simpatia, seu amor, sua amizade, sua presença física.

Nós que gostamos de você, não conceberemos jamais o ocorrido, ainda mais pela forma estúpida que foi; não conceberemos sua morte como fim de sua história terrena, manteremos em nossos corações tudo que partilhamos ao seu lado, cada um a sua maneira.

Queremos sua memória viva e a continuidade da sua vivacidade próxima, porque temos saudosas e agradáveis lembranças suas com cada um de nós.

Estimado e querido amigo, feliz aniversário, esteja onde estiver, talvez você até esteja  rindo de nós!

Seu filho será sua posteridade e carregará seus ensinamentos sempre, no DNA e na saudade que o acompanhará. Repassará para os seus filhos, e filhos dos seus filhos, todos esses doces ensinamentos. Assim seguirá a vida, com suas marcas enternecidas para além do hoje, acreditando no amanhã! Um forte e saudoso abraço do amigo. (ML)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Militares americanos mentiram mais uma vez

Mais uma vez as autoridades americanas mentiram, a fim de justificar suas barbáries contra a humanidade.
Foi divulgado um vídeo, mostrando que o jornalista e o motorista da agência Reuters foram assassinados em 2007, como se fossem personagens de um jogo de videogame; contestando e jogando por terra, a versão apresentada pelos militares americanos na época.

O Exército americano se utilizou de uma potente metralhadora, aclopada ao helicóptero Apache e abateu os supostos "inimigos" sem piedade. O fantasma de 11 de Setembro continua à solta e os americanos atacam sem pestanejar, mesmo sem ter certeza, se estão atacando um terrorista, um civil, um jornalista, uma criança, etc. (ML)


Vídeo mostra militares dos EUA a matar jornalistas da Reuters
Imagens contrariam a versão oficial do exército norte-americano
Por: /SM  |  05-04-2010  22: 40
Vídeo Wikileaks


Um vídeo publicado por um portal da internet questiona a versão oficial sobre como o Exército dos Estados Unidos matou 11 iraquianos, entre os quais um fotógrafo e um motorista que trabalhavam para a «Reuters» em 2007.
As imagens, divulgadas esta segunda-feira pelo site wikileaks.org link externo, mostram, a partir da visão do piloto de um helicóptero Apache, os disparos contra um grupo de homens armados e outros desarmados nas ruas de um bairro da Nova Bagdad.
Entre eles, estavam o fotógrafo da «Reuters» Namir Noor-Eldeen e o motorista, Saeed Chmagh, que morreram em 12 de Julho de 2007 no ataque.
O vídeo, apresentado em Washington e intitulado «Assassinato Colateral», descreve também o resgate das vítimas, entre elas duas crianças feridas.
No dia seguinte ao ataque, o Exército americano explicava a morte dos funcionários da agência como parte de um confronto entre suas tropas e insurgentes. Mas no vídeo é possível ver um dos militares a pedir autorização para disparar e outro que responde que um dos homens está a disparar contra o helicóptero, o que não é visível nas imagens onde apenas se vê os homens a falar entre si.

Um porta-voz militar disse ao jornal «The New York Times» que «não há dúvida que as forças de coligação estavam claramente em operações de combate contra uma força hostil».
A agência «Reuters» exigiu sem sucesso uma investigação das circunstâncias e a obtenção do material audiovisual no âmbito da Lei de Liberdade de Imprensa.
Entretanto, a Reuters já garantiu a veracidade destas imagens: «o vídeo divulgado hoje através da Wikileaks é uma evidência gráfica dos perigos que implica o jornalismo e as tragédias que podem acontecer», diz a agência em comunicado.