Mostrando postagens com marcador marcos leonidio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marcos leonidio. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de novembro de 2009

Os valores nutricionais da cultura



Os valores nutricionais da cultura
m.l.

Os valores nutricionais da cultura são inquestionáveis,
seus alcances são difíceis de mensurar, de enxergar a olho nu.
Porém, pode-se afirmar que seus nutrientes são altamente benéficos,
para mente e para o corpo, para a matriz e seu entorno;
suas vitaminas têm sustância e pujança,
são hereditariedades que transformarão a vida das próximas gerações.

Mais do que racionais, matemáticos, estatísticos!
Os valores da cultura são universais e não podem ser confiscados.
Podem sim, ser ampliados, cultivados e espalhados,
mesmo em campos, ainda infertéis [...]

A cultura possibilita um novo tempo, uma nova perspectiva,
uma real harmonização, entre o ator, seu ambiente e seus pares.
"Emburrecer" gerações e gerações de pessoas é um retrocesso maligno, atroz,
capaz de obscurecer, jogar nas trevas, o futuro de uma criança, de uma família,
de uma comunidade, de um território, de uma cidade, ou talvez, de uma nação!

É preciso ter acesso ao conhecimento, e principalmente, dar acesso a ele.
A capacidade de absorver, assimilar e processar idéias,
é inata ao ser humano; uns com muito brilhantismo,
outros, com menos, não importa [...]
só assim, se fará justiça social com solidez.

A cultura diferencia o ser humano das outras espécies animais,
é o ponto transformador da evolução da raça humana e do mundo,
apesar de em alguns momentos, provocar um colapso existencial,
quase transformado em involução parcial da espécie.

Não podemos esquecer que vivemos a Era do Conhecimento!
A ciência, a web e outras importantes ferramentas multimídia,
já estão transformando tudo e numa velocidade impressionante;
eu diria até, que rápido demais.

Com bom senso, cada um tem que fazer algum esforço,
senão o abismo entre as pessoas mais favorecidas e as menos favorecidas
tende a se ampliar, desfavorecendo o equilíbrio da sociedade,
da economia, da natureza e por conseqüência do planeta.

- Então:
Mastiguemos, respiremos e transpiremos cultura!
Acionemos nosso senso crítico, sobre os nossos atos, com bastante altivez!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

poesia leminskiana



poesia leminskiana
m.l.

a coisa leminskiana é assim:
ampla, densa, curta e grossa, recomposta de atributos
revolucionários, é intensa, propensa a fazer refletir,
mesmo quem está de má vontade ou sofre de inércia inata;
é frutífera, fértil, febril,
processo em constante erupção;
é razão envolta em sentimentos,
é momento presente, passado nostálgico, futuro envolvente.

a coisa leminskiana é assim:
enviesada, aguçada, orgânica - tem vida própria,
é imprópria para os reacionários, é alentadora para os sonhadores,
acredita em sociedades alternativas, não tem medo de expor as feridas,
satiriza a elite dominante, acredita na verdade dos olhos,
ainda assim, tem romantismo, não gosta de pieguismo,
não é compromissada com meias-verdades,
é profundamente extraordinária, se finge de rasa,
mas é paradoxalmente robusta, profunda,
abunda as possibilidades de quem as lê!

a coisa leminskiana é assim:
miscigenada como nosso Brasil, é negra-brasileira, polonesa-japonesa,
se faz em haicais,
mas profere as melhores terminologias em canções,
quase esquecidas;
tem vida própria, se espalha feito fogo em ambiente inflamável;
com um detalhe: é por demais duradoura [...]

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ContrABalançO



contrabalanço
marcos leonidio

Na vida há muito mais perdas
do que ganhos!
Capitalize beijos, abraços, afagos,
boas amizades, emoções inatas, momentos de prazer...
E outros casos!
Viva a vida com a alegria de um iniciante.
Não hesite muito em suas decisões,
se for o caso, corrija a rota, aprume o leme,
e siga em frente.
Lamente as ausências,
mas festeje as presenças,
principalmente, as que lhe façam bem.
Não transforme tudo a sua volta,
pode parecer artificial demais.
Incorpore as dificuldades e lapide
com competência os relevos mais contundentes,
o suficiente,
para não arruinar suas perspectivas existenciais!

domingo, 20 de setembro de 2009

Necessidades




Essa necessidade de estar inserido na sociedade contemporânea como consumidor, como potencial gerador de riqueza pra terceiros, como público-alvo de algum segmento, como receptor de demanda, como hospedeiro de novas tendências de mercado [...] está nos transformando em cobaias sub-humanas de uma sociedade mercantilista.

Tudo gera consumo: notícias especulativas, pressupostos, tragédias enviesadas, versões mal-fundamentadas, ensaios de outrem, especulações estapafúrdias, teorizações infames, obrigatoriedades públicas, febres repentinas de novos conceitos, produtos, serviços, etc. Condições comerciais que antes eram veladas, são usadas como isca, para seduzir o consumo desenfreado, o consumo pelo consumo, sem uma razão clara e objetiva, senão o interesse de pequenos, poderosos e restritos grupos.

É preciso desmembrar todos os aspectos que circundam essa avalanche de ofertas. Olhe pra dentro de si e desmistifique a opressão que está lhe corroendo por todos os lados, crie uma outra alternativa, capaz de transformar suas angústias atemporais, em realidades qualificadas, menos densas.

Não podemos continuar nessa toada, reféns do mercado (fértil criador de necessidades, "desnecessárias"). Temos que evoluir introspectivamente; involuir quanto às conquistas materiais, blindando assim, nossas fraquezas mercadológicas e emocionais.

m.l.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Outras possibilidades


m.leonidio

há outras possibilidades
mesmo na adversidade

em plena guerra
a esperança definha
atrocidades vil
são cometidas

ainda sim
crianças sonharão
não haverá fim
novas manhãs reacenderão
as chamas da esperança

há outras possibilidades
mesmo na adversidade

no limite da indisposição
ainda é possível reagir
encontrar uma razão
para naturalmente emergir

mesmo na adversidade
haverá outras possibilidades!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Distanciamento



Pra viver uma boa relação com certas pessoas, é preciso manter um certo distanciamento, não necessariamente físico, mas de preferência, emocional. Se a relação é positiva profissionalmente, não a estenda para o pessoal, se é boa no pessoal, não a alongue para o profissional, se há um envolvimento emocional (casual), gostoso naquele momento, não a amplie além do necessário, como diz um ditado grosseiro: intimidade demais é uma merda. As vantagens do distanciamento, é que prevalece o respeito, a admiração, o misterioso, o incompreendido, o intocável, o desejável. A proximidade destrói, mais do que constrói determinadas relações, principalmente quando se tem visões diferentes sobre os mesmos assuntos, pontos-de-vista absolutamente dissonantes, ações contraditórias, embates indefiníveis [...] Por que temos tanta admiração: por grandes artistas, grandes cantores, grandes cineatas, grandes atletas, grandes escritores, grandes empresários, grandes visionários, grandes historiadores, grandes cientistas, grandes ícones da história, grandes líderes, grandes autores, grandes personalidades, grandes belezas femininas ou masculinas? Talvez porque haja esse distanciamento, essa impossibilidade de tocá-los, de atingirmos o que eles atingiram, de fazer parte de seu convívio social, de gozar de sua amizade. O misterioso é atraente, causa desejo, curiosidade, admiração. Não estou aqui sugerindo que vistamos uma máscara e sejamos 100% racionais, não é possível e muito menos desejável, mas, reafirmo, para viver uma boa relação com certas pessoas, é melhor manter-se longe, o suficiente para preservar o melhor do sentimento que as une. Se esse sentimento ruir, não haverá possibilidade de recuperar sua essência. |ML|

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Você já parou pra pensar?



Você já parou pra pensar, que tudo que lhe disseram desde sua infância não tem embasamento científico, que tudo não passa de simples especulação ou de um mimetismo sustentado através de gerações e gerações?

É até natural que aceitemos parte daquilo que nossos antepassados vêm nos transmitindo através dos tempos, afinal são referências existenciais "incontestáveis".

As pessoas dizem:
- seu destino está escrito, está traçado, não adianta fugir [...]
- se Deus quiser, tudo vai dar certo (sempre querendo dizer, vai dar certo, mas ninguém banca ou garante; outras vezes, ouvimos:
- Deus quis assim, não era pra dar certo, o que é seu tá guardado, foi melhor assim, entre tantas outras citações e nas mais variadas culturas.

Será que as coisas funcionam assim? Ou seria uma maneira de manter a humanidade refém de seus medos, conformada com sua sina, qual sina?

Você já refletiu sobre a necessidade que temos de justificar nossos fracassos, ao invés de admitir nossa incapacidade e aí sim, evoluir com méritos?

Você já parou pra pensar que seu momento é agora, que não há depois, que seu encontro com as pessoas e com a vida é agora, que o que você tem pra falar deve ser dito agora, que a vida não tem continuidade depois, que não há outro plano existencial, que não haverá outra oportunidade de dizer para o seu grande amor as coisas que sempre quis falar e não teve coragem, que sua história está sendo escrita o tempo todo, que o planejamento do futuro é importante, mas não essencial; e que todo planejamento a longo prazo corre sério risco de não vingar?

Mesmo contrariado, pense nisso [...]

Marcos Leonidio

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Impressão



IMPRESSÃO
marcos|leonidio

Outro dia descobri que gosto de usar barba.
Fico mais envelhecido, evidencio o tempo, torno-me menos interessante,
entre outras coisas menos importantes.
Mas, protejo minha face de injúrias, de calúnias momentâneas [...]
Assim, também enrijeço minha carenagem e afasto os mausespíritos,
que estão loucos para deformar minh'alma.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Busca



Busco escrever textos enviesados, oblíquos, desalinhados.
Mas, gosto mesmo é de filosofar todos os dias, para tentar compreender a grandiosidade da nossa existência e o comportamento da sociedade contemporânea, a partir das minhas experiências, leituras, observações e idéias descompromissadas.
Não me conformo com as exatidões, gosto mesmo é de aguçar o imaginário dos meus (ainda) escassos leitores.

m.l.